Frame Saw: um começo

Não é facil mas é possível

19 comentários

9 de Fevereiro de 2016

Frame Saw é o nome atribuído pelo Tom Fidgen a uma serra de desdobro, ou seja, uma ferramenta desplugada destinada a abrir uma determinada peça como se fosse um livro. O processo é fascinante. O meu primeiro desdobro de fato não foi com esta serra, mas sim com um serrote panel saw, porém considero o desdobro da fotografia ao lado o meu primeiro desdobro significativo em que obtive o sucesso que desejava. Infelizmente depois da abertura deste Cedro eu ainda tive muitas angústias acompanhadas de diversas falhas. Sim, a serra funciona. Não é um mito. Entretanto, como qualquer serra manual, não tenho dúvidas de que é necessária muita prática para se obter resultados bons e consistentes, no mais, ao menos para o meu crivo, não basta a ferramenta funcionar algumas vezes, deve haver confiança no que se propõem a fazer, e confiança é algo que ainda não tenho nesta serra. Se terei ou não eu não sei. O autor do projeto é bem resolvido com a serra e nota-se claramente que a mesma o acompanha no seu cotidiano. Eu já assisti em tempo contínuo o Tom serrar uma peça pesada, se é que o leitor me entende, de Hard Maple com 13" de largura tirando uma lâmina de ~1/4". Ao final abriu a peça e o desdobro era "perfeito". Certamente ele tem confiança. Se eu chegar lá, creio que terei um longo caminho pela frente...

Desdobrar com uma serra deste tipo não é fácil. A dificuldade, para variar, está em seguir uma linha reta. Existe uma série de mandingas mirabolantes para se desdobrar independete do tipo de serra utilizada. A aplicação deste conjunto de macetes em conjunto com um tanto de experiência não vai livrar o serrador do assustador drift, que nada mais é do que uma saída da lâmina para um dos lados, obviamente distanciando a lâmina da linha de corte. O pulo do gato para tornar o processo menos místico é o estabelecimento de um kerf em todo o perímetro da peça, ou seja, em todas as quatro arestas. Missão cumprida pela Kerfing Plane. O kerf ajuda significativamente a serra a se manter na linha, mas, como o leitor já deve ter notado, a coisa não é mágica. Torcer a lamina um tanto, empurrar indevidamente a ferramenta, pressa ou impaciência... Drift!

Primeiro passo, como sempre, o dimensionamento e aparelhamento de todas as peças. Em seguida as furas e espigas. Para acelerar o processo eu fiz dois furos em cada fura com o arco de pua e depois terminei a fura colocando-a no esquadro com um formão de bancada de 3/4". Um característica bem interessante deste projeto é que as partes não são coladas, ou seja, é possível desmontar a ferramenta e transportá-la com facilidade.

Pela primeira vez eu fiz a instalação de algum metal embutido. É mais fácil do que imaginei mas de certo um procedimento que exige muito cuidado com as bordas. O metal embutido serve como um sacrifício para o parafuso de tensionamento da lâmina. Talvez fosse mais interessante o kit contemplar um peça retangular. Os cantos arredondados dificultam a instalação. Infelizmente não tirei uma fotografia da peça instalada.

O passo seguinte foi a modelagem inicial do guidão da serra. A ideia era modelar o mínimo necessário para testar a serra. Não tenho muitas fotografias de detalhes do processo de construção, mas creio que o mais importante aqui são as questões referentes ao desdobro em si.

O primeiro e mais sério problema que apareceu logo no primeiro corte foi um drift precoce da lâmina para à direita. Para se terminar o desdobro é sempre necessário em algum momento virar a peça em 180 graus na vertical e começar um novo corte com o intuito de que os cortes se encontrem. Afinal de contas a morsa que segura a peça impede o desdobro com um único corte. Com o tempo conclui que sempre havia o deslocamento da lâmina para o mesmo lado.

Entrei em contato com o Tom Fidgen e o Mark Harrell (O cara da Bad Axe Tool Works)para pedir ajuda. Ambos disseram que havia um overset na lâmina, ou seja, os dentes que são dobrados para o lado direto do corte, estavam com uma angulação (set) maior do que os da esquerda. O Mark explicou que o problema seria facilmente resolvido com um relaxamento nos dentes. A lâmina é repousada sobre uma superfície plana com o lado direito para cima. Uma fita é colada na lâmina com uma distância de ~3/8" dos gullets dos dentes. Apoia-se uma pedra de afiar sobre a fita e desliza-se em sentido contrário ao de corte. Ao chegar no final da lâmina volta-se com a pedra sem muita pressão.

De fato o procedimento funciona e a lâmina melhorou muito. Ficou excelente? Não sei até hoje se devo dizer que o problema não está mais na lâmina... Creio que se eu tivesse mais experiência com lâminas neste momento, seria de grande valia, mas, como não é uma realidade eu vou me virando com o que sei.

Após dezenas de relaxamentos e muitos testes eu acabei obtendo sucesso em um desdobro de respeito, ou seja, uma peça com uma largura significativa. Refiro-me ao desdobro representado na primeira fotografia da postagem. A fotografia da esquerda demonstra uma aproximação do desdobro pelo lado da minha visão, de frente, referente ao primeiro corte. Já a fotografia da direita representa o segundo corte.

Resultado do desdobro:

Após algumas passadas com uma plaina de bancada:

O sucesso garantido me levou a crer que a missão do prótotipo estava concluída. Era hora de comemorar. Desmontar a serra e finalizar o projeto com a modelagem, afinal de contas a serra estava pesada e sem conforto para uso. Infelizmente a serra nunca mais fez algo parecido após remontá-la depois da modelagem. Acredito fortemente que foi uma sorte. Passei dias checando cada detalhe que eu acreditava influenciar no corte. A serra ainda continuava com drift. Conclui que o esquadro da serra era "perfeito", a lâmina estava muito bem tensionada e o frame sem torção alguma. Culpa da lâmina! Sim, mas após diversos relaxamentos e verificações: nada.

Eu adoraria terminar essa postagem com uma visão otimista sobre esta ferramenta em minhas mãos. Vejo com clareza que a ferramenta funciona muito bem nas mãos do Tom Fidgen. A lâmina está "bichada"? Não sei. Pode ser. Sei que fiz absolutamente tudo o que podia fazer com base no pouco que sei de marcenaria. Acordei diversos dias em que afirmava: "Sim, claro, é isso. Vou checar e confirmar e vou corrigir. É isso!". Após boas horas... Não, não era aquilo... É como se nada, absolutamente nada funcionasse. Algo místico, temperamental, sem exatidão, sem compromisso. Obra do acaso, simplesmente, é o que me rodeia ultimamente quando penso nesta serra. Seria ótimo terminar esta postagem dizendo, sim leitor, é uma ferramenta confiável, funciona, é uma solução desplugada para o desdobro, mas não, não posso fazer isso. Ao menos comigo, e, ao menos até o momento, esta coisa não funciona devidamente...

Comentários

  • paulobro

    10 de Fevereiro de 2016, 03h43m

    Talvez nao tenha nada a ver, mas fiquei me indagando se o problema nao poderia estar relacionado `a lamina estar sendo tensionada com cunhas, ao inves de parafuso.

  • Emerson

    10 de Fevereiro de 2016, 09h27m

    Paulo, na minha grande ignorância, quando bati o olho na foto, também me passou esse mesmo sentimento.

    []s

  • cosme

    10 de Fevereiro de 2016, 09h51m

    Paulo e Emerson, é um ponto bem interessante. Em parte deixei de comentar a minha experiência com o parafuso nesta postagem porque acho que já tem um bocado de conteúdo aqui. Poderia ficar para um próximo relato ou aguardar alguém questionar.

    Seguinte, o kit enviado pela Bad Axe trabalha com um parafuso, para ser mais preciso um eyebolt de 3/8 que é enroscado no segmento retangular da traseira da serra. Ok. O pequeno problema é que eu acabei danificando o parafuso e a rosca... Por que? Não sei bem ao certo, mas acho que: primeiramente ao apertar o parafuso somente com a mão percebi que a serra não tensionava tanto. Até achei normal, mas depois que vi o que o par de cunhas era capaz de fazer, de fato tinha certeza que poderia haver muito mais tensão. Passei a fazer uma alavanca com uma chave fenda colocada pelo olhal do eyebolt. O parafuso saia da linha e ficava entortando a medida que eu apertava. Já estava lá pelas tantas com o problema e o Tom havia me dito que era importante ter uma tensão devida. Em pouco tempo nem conseguia mais fazer tensão nenhuma, pois eu tinha que desmontar e montar a serra diversas vezes para efetuar os relaxamentos nos dentes, e, creio eu que este entorta daqui e de acolá acabou danificando a coisa toda. Revendo um dos vídeos do Tom, ele dizia que estava passando em seus cursos presenciais algumas dicas para melhorar o projeto, dentre uma destas seria encapsular o parafuso em um pequeno bloco de madeira com o perfil do segmento de metal. A porca que evita que o parafuso afrouxe era embutida na madeira. O parafuso então perfura todo o bloco que fica justo na parte interna do segmento de metal, impedindo movimentos laterais. Ele menciona no vídeo que a ausência desta solução poderia danificar o sistema. Justamente o que ocorreu comigo. Sem parafuso somente me restava as cunhas. Apliquei um par de cunhas da mesma forma que outros construtores de Roubo Frame Saw fizeram, e, para a minha surpresa a tensão é impressionante.

    Hoje no raiar do dia até bati um pouco mais nas cunhas, a lâmina canta muito, nem sei se dá para tensionar mais através deste sistema, mas me parece muito tensionada. É difícil falar de algo que envolve a sensibilidade. Não tenho a experiência. Não dá para perceber a tensão certa por vídeo e por medida não é lá tão trivial. Pode ser? Pode. Só sei que até agora a experiência com o parafuso com base no original do kit foi péssima. Tenho que dizer que por ora eu sinto mais confiança no sistema de cunhas do que com parafuso, independente do tal bloco de madeira. Mas... É um ponto em aberto para mim.

  • Emerson

    10 de Fevereiro de 2016, 15h24m

    Cosme, só mais uma pergunta besta, rs............No corte que funcionou, a serra estava tencionado com o parafuso ou com as cunhas?

    []s

    cosme

    10 de Fevereiro de 2016, 16h43m

    Faça quantas quiser Emerson, por favor. Tudo neste momento ajuda. Sabe como é, vai que acende A lâmpada!
    Com cunhas. Dá para ver com certa dificuldade na primeira fotografia da postagem. Porém, como mencionei acima, a serra estava no protótipo! Ou seja, ela foi alterada. Modelada. Será que neste processo desandei com algo? Hum. Compara a serra da primeira fotografia com a serra registrada no final da postagem. Você vai perceber que na primeira ela é mais tosca, com os punhos meio quadrados, sem curvas, mais pesada mesmo.

    Obrigado e um abraço.

    Emerson

    10 de Fevereiro de 2016, 19h59m

    Cosme, vou dizer outra asneira. Fazendo uma analogia a uma serra de fita, é bem comum a ideia de que quanto mais a lamina estiver tencionada, melhor. Apos ler muitas respostas no Madeira sobre isso (a principal fonte com certeza é o Neptuno) me ficou bem claro que isso é um mito, que o tencionamento nem sempre é a solução do problema e o super tencionamento, muitas vezes é um problema.

    Na sua postagem reparei que você deu muita enfase ao tencionamento, dizendo que com as cunhas, a lamina estava dando quase para tocar com arco de violino, rs. Você já tentou tencionar menos a lamina? O corte que deu certo estava com a lamina tão tencionada assim?

    Realmente não acredito que o tapa que você deu no visual da serra tenha "estragado" seu funcionamento. Você só faz firula, o projeto foi bem concebido e bem executado, realmente não acredito que tenha sido esse o problema.

    Espero não estar falando muita besteira.

    []s

    cosme

    10 de Fevereiro de 2016, 20h27m

    Interessante, ainda não tinha escutado falar sobre um possível retorno negativo pelo excesso de tensão.
    Ainda não tentei tensionar menos não, e, não consigo lhe dizer com certeza pois já foram tantos dias e naturalmente tantos cortes, mas, tenho quase certeza que a lâmina estava menos tensionada no corte de sucesso.

    Pois é, hoje eu resolvi aplicar calços para fazer com que os braceletes de metal entrassem na pressão. Sim, havia espaçamentos em torno de 1/16" a 1/8", fruto do aplainamento final na modelagem. De todo o modo em nenhum momento consegui notar torção dos braceletes por conta disso, pelo contrário. E sim, no protótipo os braceletes estavam bem justos. Enfim, colei os calços e os aplainei até que os braceletes entrassem muito justos. Verifiquei a torção de ambos os braços e tudo o mais. Remontei toda a serra mas nada.

    Ainda tenho o sentimento que o problema permanece na lâmina.

    De todo o modo não seria má ideia construir um novo frame...

    Obrigado novamente por mais uma observação.
    Está na lista.

    Emerson

    10 de Fevereiro de 2016, 21h34m

    Cosme, só por curiosidade, se você testar o corte com diferentes tensões de lamina, posta o resultado.

    []s

    Emerson

    10 de Fevereiro de 2016, 21h39m

    Outra coisa que reparei Cosme, pelas fotos, o posicionamento da serra indica que o corte esta acontecendo na "empurrada". Não sei se por causa dos serrotes japoneses (que mudaram minha vida rs), mas me parece tão mais "natural" que o corte seja feito na "puxada" para essa serra. Será que isso influenciaria em alguma coisa?

    []s

    cosme

    10 de Fevereiro de 2016, 21h49m

    Beleza Emerson, está registrado. Se eu por acaso esquecer, pode me cobrar.

    Sim, é uma ferramenta que corta empurrando.
    Eu não sei lhe dizer. O Narciso, lá no GDM, trouxe uma questão parecida. Ele até fez uma associação com um desalinhamento da serra. Todas as minhas ferramentas de corte são ocidentais. Creio que mudar isso vai afetar a minha habilidade de controle, ao menos inicialmente. Deixaria este tipo de teste como uma última opção mesmo.

    Abraço

  • Adenilson Salmo

    10 de Fevereiro de 2016, 17h16m

    pode não ter nenhum efeito, mas se observei bem, ao fazer o desdobro a parte superior da prancha esta se fechando, tal como acontece em um corte em uma serra de mesa, que tende a prender a lamina. Não estari esta pressão que a madeira faz sobre a lâmina influenciando no corte?

    Ou estas fotos são do corte que funcionou corretamente??? kkkkk

    Além do fator saci que ja mencionei no forum... kkk

    Abraços.
    Adenilson Salmo.

  • cosme

    10 de Fevereiro de 2016, 20h34m

    Não consigo localizar qual fotografia você se refere, mas de fato há movimentos na madeira sim. É muito interessante o seu ponto, muito. Já matutei um bocado sobre isso. Pensando logicamente, eu acredito que não deveria influenciar a ponto de tirar a lâmina do seu caminho da forma como ocorre. Veja. Não encontrei até agora nenhuma recomendação forte de que somente madeiras secas ou estáveis devem ser desdobradas. A própria peça de 13" que comento na postagem, aberta pelo Tom, na parte mais fina, ~1/4", a madeira encanoava a medida que ele abria, era nítido. Isso já ocorreu muito por aqui. Creio que qualquer madeira que não seja quartersawn (isso se também não for o caso) está provavelmente cheia de tensões internas. Ao realizar um corte tão significativo como um desdobro, certamente várias tensões serão liberadas e movimentos significativos irão ocorrer.

    É o que penso até o momento.

    Valeu Adenilson

  • Xislair

    11 de Fevereiro de 2016, 09h09m

    Cosme,

    Achei muito interessante essa serra de desdobro manual, esse tipo de ferramenta me encanta muito, esta já foi para minha lista de coisas a fazer em um futuro próximo... isto me fez lembrar de um outro equipamento que pretendo um dia tentar fazer uma versão "tupiniquim" é este dos vídeos abaixo, creio que com um pouco de paciência seja possível executar... mas também é para o futuro e já esta em minha lista também!!! Mais uma vez parabéns!!!

    https://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=J9EfzZYnYtA

    https://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=zkSWyLzlZNk

    Abraços,
    Xislair!!!

  • Xislair

    11 de Fevereiro de 2016, 09h14m

    Quando publiquei notei que os links ficaram todos misturados, os espaços também são preenchidos com códigos uma pena não poder editar a msg para consertar este é o primeiro video: https://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=J9EfzZYnYtA, este o segundo: https://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=zkSWyLzlZNk

    cosme

    11 de Fevereiro de 2016, 18h23m

    Estranho o aparecimento do código <br/>. Você os digitou o apareceram na mensagem após a publicação?

    Ainda não tinha visto esta máquina desplugada. É muito interessante. Confesso que pessoalmente não me atrai e me pergunto se não seria mais versátil investir em serrotes, plainas e formões. Com os dois últimos é possível retocar os cortes realizados com o serrote.

    De qualquer forma, é bem engenhoso e interessante.

    Um abraço

  • Pedro(Neptuno)

    11 de Fevereiro de 2016, 17h06m

    Cosme, essa lâmina foi afiada e travada a mão? Essa passagem de pedra pode não ser suficiente para corrigir o erro. Pelo menos em serrotes, a gente muitas vezes tem que dar umas batidinhas com um martelo.

    Toda vez que e afio um serrote, demoro um tempão regulando os dentes para cortar reto, e nem sempre consigo. Como a gente passa limando uma vez de cada lado, é difícil manter a mesma pressão até o fim.

    De qualquer maneira, parabens pela magnifica ferramenta, tem que ter coragem para atacar um projeto desse tipo.

    Pedro

    cosme

    11 de Fevereiro de 2016, 18h26m

    Sim, é feita pelo Mark Harrell. Ele trava com martelo.
    Pois é, eu pensei o mesmo com relação a pedra. Talvez seja melhor eu começar a pensar em refazer o travamento desta lâmina...

    Exato, o travamento é uma grandeza tão pequena, que qualquer diferencial de pressão parece ser significativo.

    Você já viu a técnica do Wenzloff para ter uma consistência no travamento ?
    http://www.popularwoodworking.com/article/get-a-consistent-set-on-your-saw-with-paper

    Um abraço e obrigado pela colocações.

  • Tomassini

    11 de Fevereiro de 2016, 18h41m

    Cosme, já pensei diversas vezes sobre esse seu problema, e minhas ideias foram praticamente esgotadas depois das opiniões dos colegas acima.
    Seguindo sua suspeita de ter alterado algo na modelagem final, a última coisa que consigo pensar é: será que não há um desbalanceamento de peso na armação? Penso que um lado mais pesado faria o corte ser desviado para a direção oposta. Minha sugestão (e só porque a gente tenta de tudo nessas horas que os projetos não saem como esperado ) é tentar equilibrar a serra no seu eixo longitudinal, e ver se ela pende mais para um lado...

    cosme

    11 de Fevereiro de 2016, 19h20m

    Cheguei a pensar nisso pelo seguinte. Quase sempre que coloco a serra sobre o kerf do topo para começar o corte, ela tende um pouquinho para a direita. Investigando minha morsa de Moxon, percebi que o esquadro não era "perfeito". Desmontei tudo e corrigi. Ok, estava no nível em conjunto com a bancada que também verifiquei. A peça devidamente aparelhada. A serra continuava tendendo levemente à direita. Coloquei calços sobre a bancada para apoiar a serra nos extremos através da base dos braceletes de metal. Ao olhar do fundo da bancada, percebi uma leve inclinação para a direita. Algo entre 1/8 e 1/4. Desmontei todo o frame, apliquei um calço de Peroba em ambos os braços horizontais para os braceletes voltarem a entrar na pressão, pois havia um pequeno espaço em torno de 1/8 entre a parte interna do bracelete o braço. Como era no protótipo. Tinha o receio de qualquer torção dos braceletes ao tensionar o sistema. Verifiquei a torção dos braços horizontais sem a montagem dos verticais. Verifiquei tudo o que me ocorreu, fiz pequenos ajustes e montei tudo novamente. A serra estava agora no nível segundo a minha visão como também no esquadro com relação a lâmina, também sem torção. Coloquei a ferramenta no kerf e... nada. Exatamente a mesma tendência para a direita. Pode ser talvez um desbalanceamento aplicável somente com a gravidade, talvez da manopla direita? hehe

    No resto a ferramenta deveria estar simétrica. Algo que até agora não consegui ter uma resposta, porém, ao final de todos os ajustes, que foram inclusive realizados ontem, perguntei-me: "Será mesmo que esta pequena diferença poderia afetar o corte? Afinal de contas não conseguirei manter um nível "perfeito" durante o uso."

    Outra pergunta. Dado o fato da serra ser longa e bem maleável, não seria improvável permanecer perfeitamente no prumo?

    Quero revisitar este ponto quando voltar para o projeto. Penso também na possibilidade de construir um novo frame.

    Obrigado pela colocação.

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