Cafezinho: xô ferrugem!

Espantando a ferrugem com uma borracha de apagar

2 comentários

26 de Dezembro de 2015

Por aqui, um procedimento regular no final do dia de trabalho é "limpar" algumas ferramentas que foram utilizadas utilizando-se uma borracha de apagar. Seleciono as ferramentas em que o houve contato das mãos com partes em ferro (sem proteção) e as demais ficam somente no pano seco e espanador. A estação do ano influencia na necessidade e/ou frequência da manutenção. No verão a manutenção é a priori diária e mais trabalhosa, no inverno procuro manter a manutenção diária porém às vezes acabo optando por um intervalo de dois a três dias.

O nosso corpo está suando o tempo todo mesmo sem percebemos. Em países tropicais, e ainda por cima quando o mar está por perto, é difícil ficar totalmente protegido da ferrugem. Na verdade, somente a alta umidade relativa presente no ar já pode oxidar de forma significativa as ferramentas, sem qualquer contato com as mãos. A borracha é um método interessante que descobri para evitar uma oxidação mais profunda, ou seja, não é para usar naquela peça que já está enferrujada por conta de uma ausência de manutenção. Não vejo como uma substituição de outros métodos destinados a remover a ferrugem como lixa ou ácido cítrico (ou similar).

Para tentar trazer uma ilustração mais óbvia, eu optei de propósito em deixar uma plaina por três dias sem manutenção em pleno verão. A quantidade de ferrugem apresentada no nariz da plaina já não é lá muito adequada ao meu ver para a técnica da borracha, mas dá para retirar e obter um bom resultado.

Limpe a superfície com um pano seco, esfregue uma borracha de apagar com pouca abrasividade e depois se necessário utilize uma borracha com abrasividade maior para remover partes mais oxidadadas. Termine o processo com a borracha de menor abrasividade.

Eu não sei dizer qual é a borracha mais indicada. Por aqui foi na tentativa e erro e não testeis muitas opções. O que consigo indicar como funcional é a Mercur Prima. A parte vermelha da borracha tem uma abrasividade menor, e se há pouca oxidação a ser removida, a vermelha já dá conta do trabalho. A parte azul tem uma abrasividade bem mais elevada, naturalmente consegue remover oxidações que a vermelha não consegue, porém há de se ter cuidado com os riscos produzidos, se não forem desejáveis, claro.

Primeiro passo é limpar com um pano seco a superfície para remover sujeiras que podem arranhar a superfície ao passar a borracha. Depois esfrega-se a borracha vermelha até não se notar mais melhoras. Se estiver satisfeito com o resultado é só passar um pano seco novamente e está pronto. Se houver mais oxidação, use a parte azul e termine com a vermelha.

A primeira fotografia é a peça antes da manutenção. Em seguida após esfregar a parte vermelha. A terceira é o resultado depois do uso da parte azul. Por último o resultado final após um segundo uso da parte vermelha.

Impressões, alternativas, outras borrachas... A seção de comentários está aberta.

Comentários

  • sergiomontanha

    28 de Dezembro de 2015, 15h44m

    Não sabia dessa técnica. Tenho excesso de ácido úrico no organismo e ainda transpiro muito quando estou executando algum trabalho manual. Essa dica vai me ajudar a conservar melhor as minhas ferramentas. O resultado mostrado na sua plaina é incrível. Grande abraço.

    cosme

    28 de Dezembro de 2015, 21h08m

    Hm, então creio ser bem interessante você experimentar.
    Sim, a coisa funciona bem, e olha que o exemplo acima é algo um tanto extremo por aqui.
    Volta depois para dar um retorno.

    Depois da borracha eu sempre aplico um WD com estopa.
    Falando nisso, o Marcos Leitão publicou um vídeo muito bom sobre a aplicação de óleo nas ferramentas com um "pincel lubrificador", vale à pena dar uma conferida:
    https://www.youtube.com/watch?v=j-muh3V2Y0E

    Abraço

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